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Ante a parapsicologia e o Sincretismo Religioso


Entrevista de Elias Barbosa
com F.C. Xavier



"P. Nossos Benfeitores Espirituais, porém, acre ditam que nós, os espíritas, devemos abraçar os estudos parapsicológicos?



R.- Emmanuel é de opinião que algumas das autoridades espíritas, principalmente os nossos irmãos que se encontram mais ligados ao campo científico e filosófico, necessitam, sem dúvida, cooperar com a Parapsicologia, para que haja alguma representação da Doutrina Espírita junto aos investigadores da imortalidade; entretanto, isso se concebe apenas para que façam colaboração espírita, junto aos movimentos de indagação, porque, de modo geral, nós, os espíritas, somos chamados a responsabilidades já determinadas perante a Vida Superior e, trilhando a estrada do serviço e da realização, do burilamento moral e da fé positiva, não seria justo largar as nossas obrigações para abraçar tarefas diferentes, que são, de fato, muito respeitáveis, mas situadas à margem do caminho claro e definido de quem já encontrou a certeza na própria sobrevivência além da morte."





"P. - Que pensa Emmanuel do espírita diante do sincretismo religioso?



R.- Nosso amigo espiritual nos aconselha a respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer criaturas que não pensem como nós, mas adverte-nos que temos deveres intransferiveis para com a Doutrina Espírita e que precisamos guardar-lhe a limpidez e a simplicidade com dedicação sem intransigência e zelo sem fanatismo. Emmanuel costuma dizer-me sempre que se nós, os espíritas evangélicos, estivermos atentos ao volume enorme das obrigações que carregamos, seja no aprimoramento de nós mesmos; no devotamente ao trabalho que nos é próprio, seja na família ou no grupo social a que pertencemos; no estudo constante; na execução de nossos deveres para com o próximo e no desempenho das funções espíritas nas instituições que frequentamos e que nos beneficiam, não encontraremos tempo nem disposição para comentar as atividades de outros agrupamentos religiosos. Assevera nosso benfeitor da Vida Maior que já possuímos área suficiente de interesses, aspirações, tarefas, lutas, dificuldades e alegrias para viver, aprendendo a conviver e a servir nos moldes que Jesus nos ensinou."


Transcrição de "Divulgação Espírita Cristã", ano 2, nº 9, 911967
REFORMADOR, FEVEREIRO, 1979



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